segunda-feira, 2 de abril de 2012

Páscoa...

Ano passado escrevi sobre a páscoa e o “Packhie”, foi um texto que me trouxe boas lembranças do passado. Esse ano escrevo sobre algo que me deixa indignado no presente: o “por que” dos ovos de páscoa terem este absurdo preço...
Você já parou pra analisar o que é a merda de um ovo de páscoa?! É a mesma bosta que você compra em barra, num formato oval e em uma embalagem destinada a este formato. Pronto, só isso... Ah, tem aqueles que contêm brinquedos (suveniers) que na verdade servem só pra bonito. Porra, com R$8,00 eu compro 3 barras de chocolate da Nestlé, uma forma, um plástico e um brinquedo vagabundo (sim, porque são desses que vem nos ovos)e faço um ovo melhor dos que estão expostos nas parreiras. Mas por que diabos são cobrados mais de R$20,00 por essas porcarias? “ain Vini, o chocolate fica valorizado nessa época” MENTIRA, por que o da barra não valoriza também?! “mas ain Vini, é a simbologia, o ovo representa a nova vida” então porque não tem chocolates em formato de cruz? Teu Jesus não morreu lá?
Meus afiliados não vão ganhar nada de mim, páscoa é uma data tão vazia. Ao contrário do natal, onde as famílias se reúnem e tudo mais, na páscoa teu afiliado interesseiro só vem buscar o presente dele e se vai logo embora pra dar tempo de passar a casa dos outro dindos buscar mais presentes...
Pra não dizer que não vou comer peixe, vou fritar umas violinhas no fim de semana, mas só. Poxa, hoje em dia, páscoa não passa de mais um feriado cagado, onde quem tem grana pra queimar com ovos o faz e quem não tem faz um texto revoltado... Sem mais...

terça-feira, 13 de março de 2012

Meia Arrastão

Ele foi a festa decidido de que dessa vez encontraria a mulher da sua vida. Com os amigos, sentou numa mesa mais ao canto, mas com boa visão de todo o bar. Pediram umas cervejas e ele continuava a procura a tal. Fato era que, havia muitas moças bonitas no lugar, mas de qual dessas estaria ele falando?!
As cervejas foram acabando e chegou a vez dele pagar a rodada. Foi quando dirigiu-se à copa do bar e logo viu aquela morena escorada sob a bancada. Estava sozinha, bebia a mesma cerveja que ele e os outros rapazes, era magnificamente deslumbrante e usava meia arrastão. Sim, este último, talvez o toque determinante que fisgou o carinha...
Ao invés de pegar as quatro cervejas que lhe foram pedidas, pegou apenas uma e foi em direção a moça, com pretensões despretensiosas, assim pode-se dizer, pois achava certo que a moça estaria esperando um cara trajado de jaqueta de couro e com cara de mau. Mesmo assim, puxou papo e o papo agradou a moça. Seus companheiros de lá da mesa viram a cena e deixaram suas cervejas de lado, pois não podiam estragar a cena rara de vê-lo acompanhado, e muito bem acompanhado diga-se de passagem. Ah, detalhe importante - para o rapaz - ela estava desacompanhada, e na pista pra negócios.
O papo do cara agradou tanto, que o “algo a mais” acabou rolando, e ele não podia perder a deixa de levá-la pra cama. Com o convite feito e aceito, rumaram a casa singela do carinha e no caminho ele obrigou-se a contar que sua pobre mãezinha estaria por lá – sem problemas – foi a resposta dela. Nesse momento, pensou ele, que esta sim fosse aquela mulher da sua vida a quem procurava. Dirigindo, rezava para sua velha estar dormindo o mais profundo de seus sonos.
Pois chegado em casa, querendo por logo despi-la de suas vestes fora interrompido pela voz, naquele momento, infernal da velha mãe, que sim, estava acordada para tormento do rapaz: “mas quem é essa puta, vagabunda que trazes pra cá?! Veja essas meais furadas a marcas de dentes, de onde eu venho isso é coisa de puta de maloca. Tem mesmo cara de chupadeira!!! Trate de tirá-la daqui.” continuando aos gritos e fazendo menções violentas a garota, a velha mãe conseguiu espantá-la, que por sua vez, aos risos, prometeu não voltar e também pediu que apagasse seu telefone.
Ah, pobre carinha, depois de tanto tempo, consegue levar uma mulher pra casa, mas a velha mãe estraga seus planos, e olha que essa até seus companheiros chamavam de gostosa quando ainda no bar. Cabresto, o rapaz ao menos pestanejou e foi reto ao quarto esbravejar de raiva. Batendo punhos contra o armário, fez cair a caixa de “Coisas velhas que a mãe não usa mais” que se encontrava justamente em cima do mesmo armário. A caixa abriu-se ao chão e de dentro saiu, dentre outras velharias, uma meia arrastão rasgada a marca de dentes. Pra não dizer igual a da garota, a de dentro da caixa era vermelha. Nesse momento, a história do porque da troca de cidade e todo o mistério da sua infância estavam ficando lúcidos. A velha mãe teria agora algumas coisa a explicar pro filho, da puta talvez...