(Apenas um breve comentário sobre o poder desse blog:)
A não muito tempo, postei um texto falando da minha indignação para com a falta de pagamento do meu salário, no outro dia ele estava lá na minha conta. E uma história parecida se repetiu, postei a menos tempo ainda, um texto comentando o quanto o calor infernal me sufocava, e quanto a falta de uma chuva satisfatória estava me matando. Pois analisem como está o tempo agora. Certo de que não foi realmente uma dita “chuva”, no real sentido da palavra a deste final de semana, porém, foi muito satisfatória sim. No mesmo texto em que eu expressava meu sufocamento, clamei pelo inverno (o blog não tem o poder de adiantar as estações ainda), porém, este final de semana, teve muita cara de junho e julho. Na minha cabeça passavam-se poucas coisas além de tomar um bom vinho “misantrópicamente a dois”. Mesmo não o fazendo, posso dizer com convicção, que foi um final de semana, -melancólico- muito bom, mas que me trouxe mais saudades ainda. Contudo vou esperar mais um pouco, até por que não falta muito pro inverno né!?
Mas voltando para o post de hoje, depois de dias de preguiça induzida:
Eu estava indo para meu trabalho neste domingo (13), e pensando que, se eu não for idiota o bastante pra rodar esse ano de novo, esse será meu último ano dentro da escola. O último ano em que sairei de casa todos os dias -ou quase todos- com o “compromisso” de ver meus amigo. Amigos estes, que não se faz em qualquer lugar. Amigos que, apesar da “amizade forçada”, são muito significantes -para mim significaram dois anos a mais dentro do Estadual-.
Considero muito errônea a frase “eu odeio ir pra escola”, quem diz isso, na verdade quer dizer que odeia “ia a aula”, o que de fato é algo no mínimo “broxante”. Analizando o ponto de vista de que você passa o dia inteiro ouvindo ordens do seu patrão, e escutando pra parar de conversar e trabalhar mais, a aula é uma extenção do seu serviço. Se você mandar seu professor se fuder por causa disso, você é conduzido a direção, assim como seria conduzido ao DP da sua empresa, munido da sua carteira caso assinada, na escola é munido de sua mochila -caso você não tenha escondido-a no banheiro (sim eu já fiz isso, todos sabem)-.
Contudo, se você levar em consideração todas as pessoas que já conheceu, tantos amigos que lá fez, tantas histórias pra contar disso, as aulas valem a pena. Não vou negar: eu não vou a escola pra adquirir conhecimento algum, no meu caso, as aulas são meras consequências dos encontros diários com colegas, seja pra beber durante a aula, seja pra matar aula por todo e qualquer motivo que apareça, ou seja simplesmente por saber que estamos ficando velhos e que isso tudo um dia irá acabar. Deixaremos isso de lado, nos tornaremos adultos rabugentos e infelizes, assim como aos poucos estou me tornando, com vergonha do que no passado me fazia rir, mas sem arrependimento do que fiz, até porque faria tudo igual de novo. Se fosse necessário passar novamente por tudo isso pra conhecer as pessoas que conheci, faria certamente, pois adquiri pouco conhecimento com os professores nas aulas, o maior conhecimento adquiri nos recreios com os amigos: não adianta conhecimento algum, se você é sozinho no mundo.