O fim de ano está aí, estamos ficando felizes pois chegarão as férias-mesmo que supostamente-, o natal está próximo, revellion, praia, etc. Felizes porque trabalhamos o ano inteiro, e agora vem a época das festas, onde gastaremos todo o dinheiro acumulado durante o ano, ou nos benefícios concedidos nessa época. É ironia pensar que ficamos felizes ganhando dinheiro. Ficamos realmente felizes ao gasta-lo, porém essa é uma felicidade momentânea, pois logo ficamos tristes por voltarmos a ser pobres.
Agora que sou um trabalhador assalariado, entendo perfeitamente a magia do natal imposta pela mídia, e que as crianças compreendem com razão. Elas ganham presentes, vão as festas, aproveitam realmente isso tudo, e quando termina, nada é debitado de suas contas bancárias ou carteiras. Concordo que, a maiorias das crianças não tem contas bancárias ou carteiras, muito menos dinheiro. Mesmo assim, elas já nascem com alma capitalista de entender que: é bom aproveitar festas sem peso no bolso. Obviamente não é assim, mas se fosse, seria plausível.
Muitas pessoas não entendem, ou dizem não entender, o porque dos velhos serem rabugentos, mas está na cara. Quando você vai ficando mais velho, vai descobrindo que o mundo na verdade não é de mentira, ou seja, papai-noel não existe, ele é seu pai, sua mãe e seus padrinhos. Coelho da páscoa é mais idiota ainda, qualquer criança sabe que coelhos não poem ovos, muito menos de chocolate,mesmo assim o esperam com seus ninhos pelos prometidos ovos e os brinquedos neles contidos. Você descobre também, quando começa a trabalhar, que dinheiro é caro, não é la muito fácil de conseguir, mas para gasta-lo é inversamente proporcional.
Mas isso não é ruim, apenas aprendemos a deixar de ser tão “idiotas” (não consegui achar uma definição mais adequadas à aquilo que nossos pais nos fazem ser, ou parecer). Por outro lado, conclui-se que os idiotas também são felizes, mas pelo fato de serem “enganados”, mas isso não faz também com que a felicidade seja mais uma mentira inventada por nossos pais, ela existe, porém com o tempo passamos a distorce-la e mudar esses conceitos, assim como se fossemos alterando nosso próprio dicionário de conceitos pessoais. Tudo culpa da maior praga inventada pelo homem: o tempo.