terça-feira, 30 de novembro de 2010

Ironias Alucinógenas

O fim de ano está aí, estamos ficando felizes pois chegarão as férias-mesmo que supostamente-, o natal está próximo, revellion, praia, etc. Felizes porque trabalhamos o ano inteiro, e agora vem a época das festas, onde gastaremos todo o dinheiro acumulado durante o ano, ou nos benefícios concedidos nessa época. É ironia pensar que ficamos felizes ganhando dinheiro. Ficamos realmente felizes ao gasta-lo, porém essa é uma felicidade momentânea, pois logo ficamos tristes por voltarmos a ser pobres.

Agora que sou um trabalhador assalariado, entendo perfeitamente a magia do natal imposta pela mídia, e que as crianças compreendem com razão. Elas ganham presentes, vão as festas, aproveitam realmente isso tudo, e quando termina, nada é debitado de suas contas bancárias ou carteiras. Concordo que, a maiorias das crianças não tem contas bancárias ou carteiras, muito menos dinheiro. Mesmo assim, elas já nascem com alma capitalista de entender que: é bom aproveitar festas sem peso no bolso. Obviamente não é assim, mas se fosse, seria plausível.

Muitas pessoas não entendem, ou dizem não entender, o porque dos velhos serem rabugentos, mas está na cara. Quando você vai ficando mais velho, vai descobrindo que o mundo na verdade não é de mentira, ou seja, papai-noel não existe, ele é seu pai, sua mãe e seus padrinhos. Coelho da páscoa é mais idiota ainda, qualquer criança sabe que coelhos não poem ovos, muito menos de chocolate,mesmo assim o esperam com seus ninhos pelos prometidos ovos e os brinquedos neles contidos. Você descobre também, quando começa a trabalhar, que dinheiro é caro, não é la muito fácil de conseguir, mas para gasta-lo é inversamente proporcional.

Mas isso não é ruim, apenas aprendemos a deixar de ser tão “idiotas” (não consegui achar uma definição mais adequadas à aquilo que nossos pais nos fazem ser, ou parecer). Por outro lado, conclui-se que os idiotas também são felizes, mas pelo fato de serem “enganados”, mas isso não faz também com que a felicidade seja mais uma mentira inventada por nossos pais, ela existe, porém com o tempo passamos a distorce-la e mudar esses conceitos, assim como se fossemos alterando nosso próprio dicionário de conceitos pessoais. Tudo culpa da maior praga inventada pelo homem: o tempo.

domingo, 28 de novembro de 2010

Nostalgia (agora) Musical

Aproveitando a nostalgia do texto anterior, refleti sobre minhas influencias musicais, e com isso percebi que, em sua maioria, eram bandas com mais de 10 anos de estrada. As exceções, são bandas de menos expressão.

Na época em que meus pais me “compuseram”, algumas dessas bandas já estavam entrando em decadência, e seus hits já haviam feito seu devido sucesso mundo à fora. Hoje em dia, além de não haver uma banda que se compare aos antigos monstros do rock, seus supostos “hits”, não emplacam com a mesma notoriedade dos antigos clássicos.

Para chamarmos uma música de hit nos dias de hoje, é necessário que a música seja a mais ouvida no verão do respectivo ano. Quer reconhecer o chamado hit?! Vá para o litoral, e ouça qual música está tocando em todas as Saveiros , provavelmente será sertanejo, pagode ou funk. Há anos que isso vem se repetindo. E analisando essas músicas, percebemos que são poucos os elementos que as configuram como “música” propriamente dita. Se levarmos em consideração o fato de que, para haver música, é necessário instrumentistas, isso já exclui o funk, pois esse gênero nada mais é do que efeitos de computador. E se analisarmos a letra... Credo. A situação de torna deplorável. É difícil encontrar letras de funk que não falem em drogas, sexo e armas. Existem. Mas são desconhecidas.

O funk particularmente, deveria ter sua classificação alterada de “música” para “trilha sonora”, pois sua fama se faz valer com maior significância nas danças, do que na “música” em si.

Talvez você leia isso e me ache com cara de babaca (eu realmente sou, mas isso não vem ao caso agora, assunto de outro texto...), mas o fato é que, conservador, venho d’um lugar onde, música tinha instrumentistas. Tinham algumas músicas até, que você podia por no som para viajar com a letra, imaginar a loucura do compositor no momento da criação, mas hoje em dia não. É tudo uma mesmice: faça músicas que vendam, não que sejam legais.

Com isso, começo a pensar que não seria tão ruim a Idea do apocalíptico 2012, pois se o cenário musical atual já está desse jeito, imagine o que nossos filhos irão ouvir. Não quero que eles sofram. Quero que cresçam com cultura, ou algo parecido pelo menos.

sábado, 27 de novembro de 2010

Nostalgia matinal

Hoje acordei cedo, todos os dias o faço, porém hoje eu tinha a disponibilidade de “dormir até acordar”, algo raro, para um escravo do relógio, do despertador, melhor dizendo.

Disposto a dormir mais um pouco e aproveitar a folga, continuei deitado. Sem muito êxito na minha tentativa, falha, de dormir novamente, obriguei-me a relembrar do passado, numa nostalgia matinal, que acabou me deixando com saudades do passado simples e prático, que eu mesmo destruí, não por querer, obviamente, porém, destruído agora.

Naqueles instantes em que estive deitado matutando sozinho, pude revisitar anos em minutos, lembranças boas daquilo que já não tenho mais. Aliás, tenho mais do que preciso, sei aproveitar, mas não é a mesma coisa de quando juntávamos moedinhas para comprar um garrafa de refrigerante, o teor alcoólico daquilo era 0%, porém riamos pior do que, se hoje em dia, bebêssemos esse mesmo refrigerante misturado com uma garrafa inteira de whisky.

A simples adrenalina de fugirmos da escola para comer salgadinho ou trakinas (Na época em que qualquer mercado a vendia por menos de R$2,00), já nos fascinava.

Caixas de Biz, litros de coca-cola, pacotes de Ruffles, Fandangos, Cheetos, nos faziam rir de um fato estúpido o dia inteiro. Eram sempre 4 ou 5 amigos, sempre os mesmos.Nos víamos a manhã inteira, todos os dias, e naquele ano, a rotina foi exatamente assim, aula até o recreio pra “secar as gatinhas”, centro e vaquinha pra comprar besteiras...

Nunca tínhamos mais do que moedas nos bolsos, apenas trocos advindos das compras do pai e da mãe. Advindos escondido por sinal.

Hoje em dia seria muito mais fácil rir: temos empregos que nos dão mais do que trocos como pagamento, nossa quantia de amigos aumentou consideravelmente, somos maiores de idade (não precisamos matar aula), ingerimos muito álcool... Na teoria, esses são fatores que nos fariam pessoas muito bem espiritualmente, porém, “tudo não é mais como era antigamente”, como já dizia a música.

Eu tenho amigos, um bom emprego (2 na verdade), meus melhores amigos estão do meu lado, mas minha real felicidade não está aqui.

Talvez seja esta a razão para os velhos serem rabugentos. Não sou infeliz, sou contente comigo mesmo, mas não como antes. Antes isso era maior e está sumindo.

Quem esta drenando minha felicidade por favor à traga de volta.

Ela...

ELA ME FAZ:

· Perder o ônibus por querer ficar só mais um minuto abraçado nela...

· Chegar atrasado ao ensaio fazendo-a feliz...

· Tomar um banho de chuva só pra ganhar uma pouco mais do seu carinho...

· Caminhar do centro de Campo Bom até a divisa com Novo Hamburgo...

· Perder HORAS (sim, horas) ouvindo sua voz doce no telefone me falando coisas boas...

· Sentir-me um dicionário de português...

· Dar autógrafos...

· Esperar quando não me liga na hora que combinou...

· Querer excluir todos os tópicos de uma nota do seu celular...

· Olhar horas iguais no relógio...

· Achar que sou um bom baterista...

· Ser culpado de tudo...

· Bolar códigos pra não dizer coisas óbvias...

· Passar por tontinho pra conseguir arrancar palavras mais óbvias ainda da sua boca...

· Acreditar que sou um rockstar...

· Lembrar do seu cheirinho o dia inteiro...

· Torcer que a semana passe mais rápida...

· Falar do conjunto Impacto como sabendo das baboseiras que falava...

· Ser um cara foda do ensino médio...

· Encontrar dentre tantos o seu favorito (o meu também)...

· Ficar angustiado por acabar a bateria do celular sem dizer o que tinha acontecido...

· Pensar que o que seu lápis escreve não é pra mim...

· Gravar na memória o número 17...

· Saber que mesmo longe está pensando em mim, assim como eu passei a fazer depois que ouvi um psiu e vi o rosto de uma menina muito lindinha, que foi me conquistando aos poucos e que agora vejo que está difícil de desfazer isso, difícil pois começa por eu não querer isso, não querer que ela saia da minha vida, não querer esquecer o seu perfume, não querer ficar sem ouvir sua voz, não querer deixar de subentender coisas que nós dois sabemos perfeitamente do que se trata. Não quero deixar de falar a língua que só nos entendemos, e ao mesmo tempo fingimos não saber de nada, forçando bochechas vermelhas que contrastam com a sua pele morena e abrilhanta ainda mais seu rostinho milimetricamente detalhado, como se fosse talhado pela mão mais suave que pudera existir. Mas o que realmente importa é que estar te fazendo feliz está me deixando mais feliz ainda. (se lembra do que te falei sobre reciprocidade? Pois bem é exatamente isso...) and I know, I really make you want scream...