Não lembro, mas acho que já citei isso em outros posts, enfim, tenho dois empregos. Na verdade são dois “meio empregos” se é que isso existe. Trabalho na Biblioteca Municipal, e em um Supermercado. Antes disso, trabalhei por um mês em uma fábrica de calçados, e é sobre esse inferno que falarei hoje:
Pois bem, em lugares como esse, as pessoas que mais trabalham ganham menos e visse-versa. Exemplo disso são os gerentes das fábricas, servem apenas para serem filhos da puta, e descarregar a dor de serem cornos e broxas nos operários. Eles vêem as secretárias gostosonas andando de mini-saia (8)e bicicletinha, uma mão vai na cabeça e outra tapando a calcinha(8), e devem se culpar por serem homossexuais também, a ponto de terem nojo delas. Bom onde eu quero chegar, é que, é esse tipo de gente que ganha fortunas dentro de uma fábrica de calçados, e não os funcionários que ralam de verdade.
Do meu lado na esteira, trabalhava um senhor com seus 60 e poucos anos, nas curtas conversas que conseguíamos ter, ele me contou que exercia a mesma função há 17 anos, e ganhava apenas R$ 5,50/hora, sendo que estava na há 26 anos na mesma fábrica. Tinha apenas até a quarta série, e a sua perspectiva de vida se resumia em trabalhar e dormir. Certamente não era essa a perspectiva que eu tinha na época, e nem agora. Eu podia ver o sofrimento nos olhos daquele homem, sujeitado a frente a uma máquina de ritmo incessante, sendo pressionado a apenas realizar sua tarefa o mais rápido e o melhor, mesmo que isto esteja fora da capacidade de um senhor com mais de 60 anos.
Logo quando comecei a trabalhar nessa fábrica, deixei muito bem especificado que nunca havia trabalhado com calçados, nem em outra fábrica, nem em ateliers. Mesmo deixando muito claro que não tinha experiência nenhuma com calçados, eles puseram-me a trabalhar na montagem, pra quem não está ambientado, é simplesmente o setor mais fudido de qualquer fábrica. Com isso, concluísse que, além deles quererem ver você tomar no rego e se mostrarem superiores, eles se mostram muito idiotas, pois, quem põe alguém a fazer algo que não sabe, e não o ensina??? R.: os idiotas das fábricas de calçado!!!
Não fiz este texto na intenção de menosprezar os trabalhadores coureiro-calçadistas, muito pelo contrário, respeito muito cada um deles, porque no pouco tempo que vivenciei tudo aquilo, pude constatar o quão duro é o trabalho desses operários. Fiz este texto com tom de indignação perante os “cabeças” de todas as fabricas de calçado, que reconhecem a complicada situação dos seus funcionários, MAS ESSES FILHOS DA PUTA NÃO FAZEM BOSTA NENHUMA PRA REVERTE ESSA SITUAÇÃO. CARALHO. Tirem um pouco da fortuna que vocês ganham sentados com as bundas comidas de vocês, e remunerem dignamente os caras que realmente trabalham nessas fábricas. Se ponham no lugar deles: sem ar-condicionado nesse calor dos últimos dias, trabalhando em prédios infernais, em máquinas quentes e além do mais, sendo pouco remunerados.
AH, MORRE DIABO!!!
A cara, o loco têm até a quarta série?!!? Trabalha a 17 anos no mesmo lugar e aposto que nunca pensou em fazer nem um curso para se profissionalizar ou ao menos terminar o 1ª grau, tenque se foder mesmo, na minha opinião cada um têm o que merece, parte da culpa é sim da sociedade que em vez de estudar mais, perde seu tempo criticando quem ganha mais, a verba é mal distribuída disso pode ter certeza, mas dar mais dinheiro pra quem não têm instrução é bobagem, vai virar tudo cachaça e churrasco, e os gerentes quando são bundões é por que a empresa é mal estruturada, sem educação nunca haverá mudança, somos livres e cada um escolhe como viver , os acomodados não devem reclamar. E sim fábrica é um inferno , os escravos trabalhavam menos tempo que se trabalha hoje, dados científicos. Pronto, bota lenha na fogueira! hue hue aaaaa e tá legal teus textos cara!!!
ResponderExcluiro texto está ótimo, estás certo de estar indignado, porém só abra uma exceção entre os gerentes gays, brochas e tudo o mais que foi dito ali em cima, para um cara que estudou até a 7º série, trabalha há mais de 20 anos no setor coureiro-calçadista, trabalha 8:48 horas em pé, sem ar-condicionado. Meu pai, gerente da Schutz.
ResponderExcluir=)
Tem que tudo morre mesmo!
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