segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

O porto...

À deriva com minha singela embarcação, encontrei um porto que, a princípio, pareceu-me escuro, fechado e até certo ponto, inacessível, porém, ao passar por suas redondezas, pude perceber o quão acolhedor e fascinante é. Mesmo assim, não ancorei. O meu porto ainda se mostra seguro, e apesar disso, esse porto recém descoberto, serve-me mais como refúgio. Assim como aportar ali me permite recarregar as baterias, sei que os mesmos ventos que me trouxeram até ali, lhe trarão boas novas sempre.

Mesmo estando permanentemente aberto, é difícil ver navios com porte apto atracarem ali, tarefa realmente difícil encontrar embarcações desse tipo. Fácil é achar humildes veleiros como o meu, que dependem dos ventos e de outras embarcações para saírem do lugar, e mesmo que esse novo porto aceite com indiferença essas embarcações, não é essa o seu real desejo.

O que está a meu alcance estou fazendo. Espero que meus ventos tragam-lhe, como até agora trouxeram, sempre boas novas, e sei que um grande transatlântico aportará de vez ali ainda. Está a caminho, e em breve chegará...

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