Hoje acordei cedo, todos os dias o faço, porém hoje eu tinha a disponibilidade de “dormir até acordar”, algo raro, para um escravo do relógio, do despertador, melhor dizendo.
Disposto a dormir mais um pouco e aproveitar a folga, continuei deitado. Sem muito êxito na minha tentativa, falha, de dormir novamente, obriguei-me a relembrar do passado, numa nostalgia matinal, que acabou me deixando com saudades do passado simples e prático, que eu mesmo destruí, não por querer, obviamente, porém, destruído agora.
Naqueles instantes em que estive deitado matutando sozinho, pude revisitar anos em minutos, lembranças boas daquilo que já não tenho mais. Aliás, tenho mais do que preciso, sei aproveitar, mas não é a mesma coisa de quando juntávamos moedinhas para comprar um garrafa de refrigerante, o teor alcoólico daquilo era 0%, porém riamos pior do que, se hoje em dia, bebêssemos esse mesmo refrigerante misturado com uma garrafa inteira de whisky.
A simples adrenalina de fugirmos da escola para comer salgadinho ou trakinas (Na época em que qualquer mercado a vendia por menos de R$2,00), já nos fascinava.
Caixas de Biz, litros de coca-cola, pacotes de Ruffles, Fandangos, Cheetos, nos faziam rir de um fato estúpido o dia inteiro. Eram sempre 4 ou 5 amigos, sempre os mesmos.Nos víamos a manhã inteira, todos os dias, e naquele ano, a rotina foi exatamente assim, aula até o recreio pra “secar as gatinhas”, centro e vaquinha pra comprar besteiras...
Nunca tínhamos mais do que moedas nos bolsos, apenas trocos advindos das compras do pai e da mãe. Advindos escondido por sinal.
Hoje em dia seria muito mais fácil rir: temos empregos que nos dão mais do que trocos como pagamento, nossa quantia de amigos aumentou consideravelmente, somos maiores de idade (não precisamos matar aula), ingerimos muito álcool... Na teoria, esses são fatores que nos fariam pessoas muito bem espiritualmente, porém, “tudo não é mais como era antigamente”, como já dizia a música.
Eu tenho amigos, um bom emprego (2 na verdade), meus melhores amigos estão do meu lado, mas minha real felicidade não está aqui.
Talvez seja esta a razão para os velhos serem rabugentos. Não sou infeliz, sou contente comigo mesmo, mas não como antes. Antes isso era maior e está sumindo.
Quem esta drenando minha felicidade por favor à traga de volta.
Quando vc tiver 40 vai lembrar de quando tinha 20 e falar as mesmas coisas, então aproveita agora pois o ser humano é insaciável por natureza.
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