Aproveitando a nostalgia do texto anterior, refleti sobre minhas influencias musicais, e com isso percebi que, em sua maioria, eram bandas com mais de 10 anos de estrada. As exceções, são bandas de menos expressão.
Na época em que meus pais me “compuseram”, algumas dessas bandas já estavam entrando em decadência, e seus hits já haviam feito seu devido sucesso mundo à fora. Hoje em dia, além de não haver uma banda que se compare aos antigos monstros do rock, seus supostos “hits”, não emplacam com a mesma notoriedade dos antigos clássicos.
Para chamarmos uma música de hit nos dias de hoje, é necessário que a música seja a mais ouvida no verão do respectivo ano. Quer reconhecer o chamado hit?! Vá para o litoral, e ouça qual música está tocando em todas as Saveiros , provavelmente será sertanejo, pagode ou funk. Há anos que isso vem se repetindo. E analisando essas músicas, percebemos que são poucos os elementos que as configuram como “música” propriamente dita. Se levarmos em consideração o fato de que, para haver música, é necessário instrumentistas, isso já exclui o funk, pois esse gênero nada mais é do que efeitos de computador. E se analisarmos a letra... Credo. A situação de torna deplorável. É difícil encontrar letras de funk que não falem em drogas, sexo e armas. Existem. Mas são desconhecidas.
O funk particularmente, deveria ter sua classificação alterada de “música” para “trilha sonora”, pois sua fama se faz valer com maior significância nas danças, do que na “música” em si.
Talvez você leia isso e me ache com cara de babaca (eu realmente sou, mas isso não vem ao caso agora, assunto de outro texto...), mas o fato é que, conservador, venho d’um lugar onde, música tinha instrumentistas. Tinham algumas músicas até, que você podia por no som para viajar com a letra, imaginar a loucura do compositor no momento da criação, mas hoje em dia não. É tudo uma mesmice: faça músicas que vendam, não que sejam legais.
Com isso, começo a pensar que não seria tão ruim a Idea do apocalíptico 2012, pois se o cenário musical atual já está desse jeito, imagine o que nossos filhos irão ouvir. Não quero que eles sofram. Quero que cresçam com cultura, ou algo parecido pelo menos.
Velho gosto é gosto, assim como eles respeitam o seu (as vezes hehehe) vc tb tem que aceitar o deles... As coisas mudam a todo segundo =]
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