Quão satisfatório é, quando todo o seu trabalho é reconhecido de uma forma ou de outra. Como é bom quando pessoas que você não conhece vêm lhe prestigiar e reconhecer aquilo que você admira fazer. Pois bem, me senti muito lisonjeado essa semana por receber, de várias pessoas (algumas até desconhecidas), cobranças por novos textos no blog. Pessoas vieram me falar coisas que deixaram realmente, muito feliz comigo mesmo. Recebi vários elogios, porém varias reclamações também, em relação à falta de textos novos, e é sobre isso que eu volto aqui para explicar a vocês minha situação.
Atualmente, estou passando por uma fase de mudanças na minha vida. Pessoas que eu gosto muito, e que são muito importantes para mim acabaram se afastando, algumas realmente não sei o motivo, porém outras são pelo fato do fim das aulas, outras pela minha troca de emprego e por fim outras por pura irracionalidade mesmo.
Recentemente acabei trocado de emprego, o que mudou minha rotina completamente. Antes eu trabalhava na biblioteca de segunda a sexta e em um supermercado aos sábados e domingos. Nessa época, eu procurava um emprego que fosse de carteira assinada e apenas de segunda a sexta. Pois esse emprego me caiu aos pés finalmente. Me lembro perfeitamente o dia em que me foi feita a proposta de emprego. Primeiramente fiquei muito feliz e surpreso, porém logo que comecei a trabalhar lá, veio a tempestade. Do mar de clamaria em que eu trabalhava anteriormente, afundei num poço onde o barro que há no fundo (formado por ganância e egocentrismo desvairado e inconseqüente), me aprisionava cada vez mais, e a minha ignorância e inocência perante ao desconhecido, apenas potencializavam isso.
A minha busca pelo correto e pelo imparcial, me deixaram louco. Aos prantos como poucos viram. E isso me ensinou que, não importa o que você deve fazer, o que importa é atingir o objetivo final. Atropelar pessoas e esquecer que elas tem sentimentos e vida, faz parte da filosofia capitalista que a Prof. Carmen tanto nos explica. Ver homens gritando com seus colegas, se desesperando ao telefone com pessoas que nunca viram pessoalmente, e principalmente faltando tanto com a verdade, me deixou muito assustado.
Deitei na cama e usei um pouco do egocentrismo que me deram na empresa. Ele me disse para fechar os ouvidos, lavar as mãos e baixar a cabeça.
Eu tenho uma vida cujo único preceito e razão, é a infinita busca pela felicidade. É apenas para isso que eu vivo, e faço tudo que for possível para alcançá-la. Mas me nego a rebaixar quem me rodeia para vender caixas de carne, e encher os bolsos de meus superiores. A vida que tenho aqui fora, é muito maior que aquilo, e desejo que minha cabeça continue focada apenas em encontrar tudo aquilo que me conforta, não apenas buscar mais dinheiro de forma irracional.
Para concluir, eu quero agradecer a todos os meus amigos que já ouviram essa histórias inúmeras vezes. Quando eu digo que minha vida se resume a procurar a felicidade, saibam que eu sempre a encontro do lado de vocês.
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